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domingo, 23 de janeiro de 2011
Internet pode combater o aquecimento global, diz Al Gore
Para o Nobel da Paz, está na capacidade de conectar pessoas a chance de mudar o caminho das mudanças climáticasA internet pode ser uma maneira de mudar a história da civilização por ter o potencial de conectar pessoas e poder ser usada como ferramenta para combater o aquecimento global. Foi a partir deste pensamento que o ex-vice presidente americano Al Gore falou hoje (18) a centenas de participantes da Campus Party, em São Paulo.
O vencedor do Nobel da Paz falou sobre o poder democrático da rede e acapacidade que só ela tem em de conectar pessoas. Como exemplo de maneiras de combate ao aquecimento global, ele sugeriu a criação de um aplicativo, por exemplo, que inicialmente poderia ser usado por todo os integrantes do evento.
Neste aplicativo, dados sobre poluição, aquecimento global e meio ambiente poderiam ser trocados e usados por cada um em cada país. A ideia seria criar um mapa sobre o assunto. “Imaginem agora se os campuseiros fizessem uma competição para reduzir toda a poluição em seus países. Isto pode ser uma das melhores maneiras de combater o aquecimento global”, disse.
De acordo com o autor do livro “Uma verdade Inconveniente” e ganhador do prêmio Nobel da Paz em 2007, só a internet tem o potencial de conectar o mundo por ideias. Além disso, está nela a possibilidade de que cidadãos possam exigir de seus governos façam o que deve ser feito para combater a crise climática. “Vocês têm visto a maneira como a internet potencializa o jeito de fazer coisas melhores para o futuro. Depende de vocês criar este futuro”, disse.
Al Gore começou a palestra falando sobre as chuvas ocorridas na semana passada no Rio de Janeiro, que mataram mais de 600 pessoas.”Nós estamos em dias cruciais sobre o aquecimento global. Nos últimos 10 meses ocorreram chuvas além do normal em países como Paquistão, Austrália, Colômbia, assim como na minha cidade Nashville”, disse, se referindo à “clara ligação” destes eventos com o fato de grandes emissões de gases causadores do efeito estufa na atmosfera. E segundo Gore, também está na internet uma maneira de amenizar estas catástrofes, a partir da informação aberta sobre áreas onde casas podem ser construídas, assim como a previsão do tempo.
De acordo com Al Gore, um dos problemas está no fato de governos e grandes empresas controlarem a informação contida na rede. “Alguns países têm ainda um longo caminho para o uso correto da internet”, disse. Afirmou que este não era o caso do Brasil “País que tenho uma relação de grande respeito, falo de exemplo no meu próprio país”, disse.
Al Gore participou de palestra conjunta com Tim Berners-Lee, criador da web. Na primeira fila da platéia estava a ex-candidata a presidência do Brasil, Marina Silva, que foi cumprimentada pelo americano logo nos primeiros minutos de fala. Antes da palestra, os dois conversaram sobre a conferência do clima ocorrida em dezembro de 2010, em Cancun, México e que resultou em poucos avanços. “Ele disse que a medida que a consciência política das pessoas vai aumentando, em todo o mundo, a tendência e que isto possa influenciar as decisões do governo”, disse a ex-ministra.
O vencedor do Nobel da Paz falou sobre o poder democrático da rede e acapacidade que só ela tem em de conectar pessoas. Como exemplo de maneiras de combate ao aquecimento global, ele sugeriu a criação de um aplicativo, por exemplo, que inicialmente poderia ser usado por todo os integrantes do evento.
Neste aplicativo, dados sobre poluição, aquecimento global e meio ambiente poderiam ser trocados e usados por cada um em cada país. A ideia seria criar um mapa sobre o assunto. “Imaginem agora se os campuseiros fizessem uma competição para reduzir toda a poluição em seus países. Isto pode ser uma das melhores maneiras de combater o aquecimento global”, disse.
De acordo com o autor do livro “Uma verdade Inconveniente” e ganhador do prêmio Nobel da Paz em 2007, só a internet tem o potencial de conectar o mundo por ideias. Além disso, está nela a possibilidade de que cidadãos possam exigir de seus governos façam o que deve ser feito para combater a crise climática. “Vocês têm visto a maneira como a internet potencializa o jeito de fazer coisas melhores para o futuro. Depende de vocês criar este futuro”, disse.
Al Gore começou a palestra falando sobre as chuvas ocorridas na semana passada no Rio de Janeiro, que mataram mais de 600 pessoas.”Nós estamos em dias cruciais sobre o aquecimento global. Nos últimos 10 meses ocorreram chuvas além do normal em países como Paquistão, Austrália, Colômbia, assim como na minha cidade Nashville”, disse, se referindo à “clara ligação” destes eventos com o fato de grandes emissões de gases causadores do efeito estufa na atmosfera. E segundo Gore, também está na internet uma maneira de amenizar estas catástrofes, a partir da informação aberta sobre áreas onde casas podem ser construídas, assim como a previsão do tempo.
De acordo com Al Gore, um dos problemas está no fato de governos e grandes empresas controlarem a informação contida na rede. “Alguns países têm ainda um longo caminho para o uso correto da internet”, disse. Afirmou que este não era o caso do Brasil “País que tenho uma relação de grande respeito, falo de exemplo no meu próprio país”, disse.
Al Gore participou de palestra conjunta com Tim Berners-Lee, criador da web. Na primeira fila da platéia estava a ex-candidata a presidência do Brasil, Marina Silva, que foi cumprimentada pelo americano logo nos primeiros minutos de fala. Antes da palestra, os dois conversaram sobre a conferência do clima ocorrida em dezembro de 2010, em Cancun, México e que resultou em poucos avanços. “Ele disse que a medida que a consciência política das pessoas vai aumentando, em todo o mundo, a tendência e que isto possa influenciar as decisões do governo”, disse a ex-ministra.
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Mobilização relâmpago contra uma tragédia Relâmpago
Doe R$5, e todo dinheiro será repassado para a Cruz Vermelha Brasileira no socorro às vítimas das Chuvas
Mais de 700 mortes / Centenas de desaparecidos / Milhares de desabrigados
Municípios devastados em uma noite: Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro e São José do Rio Preto
Todos os custos de processamento e transferência dos pagamentos serão arcados pelo Marretao.
A administração de todo o dinheiro arrecadado será feita pela Cruz Vermelha
Carros caem em córrego na zona oeste de SP
Dois carros caíram em um córrego na zona oeste de São Paulo, após as chuvas que atingiram a cidade neste sábado (22). A zona oeste, especialmente a região do Butantã, foi a mais afetada pelo temporal.
As zonas norte, oeste, centro e a marginal Pinheiros ficaram em estado de atenção neste sábado (22). De acordo com o CGE, a zona norte foi a última a deixar o estado, às 18h42.
No mesmo horário, a cidade registrava 15 pontos de alagamento. De acordo com o CGE, cinco eram intransitáveis, todos na região oeste de São Paulo: na rua Romão Gomes, na avenida Corifeu de Azevedo Marques, na avenida Marques de São Vicente, na Praça Marrey Junior e na avenida Pompéia.
As zonas norte, oeste, centro e a marginal Pinheiros ficaram em estado de atenção neste sábado (22). De acordo com o CGE, a zona norte foi a última a deixar o estado, às 18h42.
No mesmo horário, a cidade registrava 15 pontos de alagamento. De acordo com o CGE, cinco eram intransitáveis, todos na região oeste de São Paulo: na rua Romão Gomes, na avenida Corifeu de Azevedo Marques, na avenida Marques de São Vicente, na Praça Marrey Junior e na avenida Pompéia.
Cientistas dizem que Brasil terá chuvas mais intensas nos próximos anos
Cientistas da OMM (Organização Meteorológica Mundial) alertam que os governos do Brasil e, principalmente, dos Estados do Sudeste, devem se preparar para enfrentar eventos climáticos extremos nos próximos anos.
Rupakumar Kolli, especialista da OMM, diz que a devastação na região serrana do Rio de Janeiro "não foi um evento isolado".
– Os acontecimentos no Brasil confirmam uma tendência mundial de que tempestades tendem a ser cada vez mais fortes e em locais onde não ocorriam com a mesma intensidade.
A entidade diz que ainda não pode confirmar se a intensidade das chuvas no Rio foi causada diretamente pelas mudanças climáticas que afetam o planeta, mas tudo indica que sim. O secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, diz que "é difícil dizer se as mudanças climáticas já atuam nesse caso".
– O que está claro é que vemos um aquecimento do planeta e um número cada vez maior de eventos climáticos extremos e o que aconteceu no Brasil vai nessa direção.
Kolli afirma que "os governos precisam entender que esses fenômenos vão se repetir".
Confira também
2010 foi o ano mais quente
Veja os destaques do dia
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– Essa é a tendência que vemos em todo o mundo, com chuvas mais intensas em locais que não conheciam eventos tão drásticos. O governo brasileiro precisa lidar com a vulnerabilidade de suas populações nas áreas de risco, porque podemos dizer quase com certeza que novos eventos extremos vão ocorrer.
Rupakumar Kolli, especialista da OMM, diz que a devastação na região serrana do Rio de Janeiro "não foi um evento isolado".
– Os acontecimentos no Brasil confirmam uma tendência mundial de que tempestades tendem a ser cada vez mais fortes e em locais onde não ocorriam com a mesma intensidade.
A entidade diz que ainda não pode confirmar se a intensidade das chuvas no Rio foi causada diretamente pelas mudanças climáticas que afetam o planeta, mas tudo indica que sim. O secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, diz que "é difícil dizer se as mudanças climáticas já atuam nesse caso".
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Região serrana do Rio de Janeiro registra 417 desaparecidos
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do trabalho realizado pelo Programa de Identificação de Vítimas, informou que o número de pessoas desaparecidas na região serrana por conta do temporal do dia 11 chegava a 417 até as 19h deste sábado (22).
A lista de nomes pode ser acessada através do site do Ministério Público. As informações são atualizadas diariamente. O trabalho é coordenado pelo procurador de Justiça Rogério Scantamburlo e pelo promotor de Justiça Pedro Borges Mourão.
As informações registradas por parentes e amigos são checadas com os dados de hospitais e IMLs. Teresópolis tem 177 desaparecidos; Nova Friburgo, 143; Petrópolis, 48; Sumidouro, quatro; Bom Jardim, um; Cordeiro, um; São José do Vale do Rio Preto, um; e localidades não informadas, 42.
O PIV em Petrópolis está funcionando na Coordenação do Centro Regional, na rua Marechal Deodoro 88, no centro da cidade. O MPRJ também montou um posto de atendimento avançado na sala do MP no Fórum do distrito de Itaipava, na estrada União Indústria s/nº, ao lado do Corpo de Bombeiros. Os postos funcionam de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.
Em Teresópolis, o posto do PIV funciona na praça Luís de Camões s/nº, centro, e o de Nova Friburgo, na praça Demerval Barbosa s/nº, centro.
O registro de desaparecimento de familiares ou conhecidos também pode ser feito por meio de formulário, disponível no site do MPRJ, ou pelos telefones (0xx21) 2283-6466, 2283-6460, 2283-5674, 2283-6489 e 2283-6498.
Tragédia das chuvas
O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro no dia 11 deste mês deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto e Bom Jardim foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgate ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.
Veja as galerias de fotos
No dia 14, a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.
Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais) e voluntários, também estão ajudando e recebem doações.
Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) são enterrados em covas improvisadas. Hospitais continuam com feridos internados. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pela localização de corpos.
Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado.
- Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixa quanto de alta renda. Está provado, também, que houve dano da natureza. Isso não tem a ver com pobre ou rico.
A lista de nomes pode ser acessada através do site do Ministério Público. As informações são atualizadas diariamente. O trabalho é coordenado pelo procurador de Justiça Rogério Scantamburlo e pelo promotor de Justiça Pedro Borges Mourão.
As informações registradas por parentes e amigos são checadas com os dados de hospitais e IMLs. Teresópolis tem 177 desaparecidos; Nova Friburgo, 143; Petrópolis, 48; Sumidouro, quatro; Bom Jardim, um; Cordeiro, um; São José do Vale do Rio Preto, um; e localidades não informadas, 42.
O PIV em Petrópolis está funcionando na Coordenação do Centro Regional, na rua Marechal Deodoro 88, no centro da cidade. O MPRJ também montou um posto de atendimento avançado na sala do MP no Fórum do distrito de Itaipava, na estrada União Indústria s/nº, ao lado do Corpo de Bombeiros. Os postos funcionam de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.
Em Teresópolis, o posto do PIV funciona na praça Luís de Camões s/nº, centro, e o de Nova Friburgo, na praça Demerval Barbosa s/nº, centro.
O registro de desaparecimento de familiares ou conhecidos também pode ser feito por meio de formulário, disponível no site do MPRJ, ou pelos telefones (0xx21) 2283-6466, 2283-6460, 2283-5674, 2283-6489 e 2283-6498.
Tragédia das chuvas
O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro no dia 11 deste mês deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto e Bom Jardim foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgate ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.
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No dia 14, a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.
Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais) e voluntários, também estão ajudando e recebem doações.
Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) são enterrados em covas improvisadas. Hospitais continuam com feridos internados. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pela localização de corpos.
Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado.
- Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixa quanto de alta renda. Está provado, também, que houve dano da natureza. Isso não tem a ver com pobre ou rico.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
A chuva forte que atingiu São Paulo e a região metropolitana deixou parte do ABC debaixo d'água no fim da tarde desta terça-feira (18). São Bernardo do Campo e Santo André foram bastante atingidos. A Avenida dos Estados, que passa por Santo André, ficou completamente alagada, deixando motoristas presos em seus carros e passageiros sem poder sair dos ônibus. A Via Anchieta, acesso ao litoral, foi fechada preventivamente. (Para mais informações sobre o trânsito, você pode acompanhar as câmeras do G1 ou consultar uma tabela com as condições das principais vias.) O helicóptero Águia da PM foi acionado para ajudar a retirar as pessoas dos carros e dos ônibus na Avenida dos Estados. O salvamento era feito com o auxílio de cestas. As vítimas do alagamento foram levadas para uma quadra perto. A Praça IV Centenário, na região central de Santo André, ficou sem energia. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava às 19h 103 km de lentidão, o que representava 11,9% das vias monitoradas. No horário, a Zona Sul era a região com mais problemas para os motoristas: 42 km de filas. Em Santo André, havia dois pontos de alagamento intransitáveis na cidade, um na Avenida dos Estados e outro na Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo. De acordo com a Defesa Civil de Santo André, o Rio Tamanduateí, o Córrego Guarará e Ribeirão dos Meninos transbordaram. Pedestres tentavam resgatar motoristas jogando cordas no meio de avenidas. A Defesa Civil confirmou o desmoronamento de uma casa no Jardim Zaíra, em Mauá, também no ABC. Havia suspeitas de outros deslizamentos em bairros próximos, como o da Oratória. Os locais mais atingidos estavam sem luz e telefones fixos ainda por volta de 20h. Nesse horário, não havia informação de feridos na cidade. Homem sobe no teto do carro para escapar de alagamento no ABC (Foto: Reprodução/TV Globo) Via Anchieta Por precaução, a concessionária Ecovias bloqueou às 18h40 a pista central da Via Anchieta, no sentido litoral, entre os km 10 e 14. Isso porque o nível do Ribeirão dos Couros colocava em risco a viagem dos motoristas. O trecho interditado fica na região de São Bernardo do Campo (ABC). Os veículos trafegavam pela pista marginal em direção às praias. O sentido capital paulista da Via Anchieta também foi bloqueado. Pontos de alagamento O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), no mesmo horário, já havia registrado ao menos 15 pontos de alagamento, sendo cinco deles intransitáveis, em diferentes pontos da cidade. Na Zona Sul, por exemplo, as avenidas Interlagos e M'Boi Mirim ficaram alagadas em ao menos dois pontos distintos cada uma. A esquina das avenidas Santo Amaro com a Roque Petroni Júnior também encheu com a chuva. O Corredor Norte-Sul registrava no horário 7,25 km de congestionamentos, nos dois sentidos. Toda a cidade de São Paulo entrou em estado de atenção a partir das 17h25. No horário, foram colocadas em atenção as zonas Leste, Sudeste e Sul, além da Marginal Pinheiros. Às 17h10, o CGE já havia colocado preventivamente em estado de atenção as zonas Norte e Oeste de São Paulo, além do Centro e da Marginal Tietê. Pancadas de chuva atingiam os extremos das regiões norte, como Tremembé e Perus, no horário, segundo o CGE. Com o estado de atenção em toda a cidade, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) acionou imediatamente o seu plano emergencial de atendimento às enchentes. Os agentes de trânsito que estavam em serviço foram deslocados para monitorar os principais corredores de trânsito e locais com maior possibilidade de alagamentos, como a Marginal Tietê, a Marginal Pinheiros, o Vale do Anhangabaú e os entornos dos rios Tamanduateí, Aricanduva, Ipiranga e Pirajussara. Aeroportos O Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista, teve de ser fechado por 10 minutos em razão da chuva, das 17h35 até as 17h45. O Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, operava de modo visual, apesar da chuva que atingia a cidade. O terminal registrou chuva forte acompanhada de rajadas de vento de 58 km/h. O Campo de Marte, aeroporto de aviação executiva na Zona Norte, também foi fechado para pousos e decolagens. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) informou que devido a um defeito no fornecimento de energia elétrica da subestação Itaquera na Linha 11-Coral (Luz-Guaianazes) a circulação de trens no trecho entre as estações Corinthians-Itaquera e Guaianazes, na Zona Leste, era realizada por uma única via. Isso gerava maior intervalo de espera nas plataformas. Até as 19h20 não havia previsão de retorno à normalidade. Os passageiros eram orientados pelo sistema de som das estações e trens. Como alternativa, a região conta com a Linha 12-Safira (Brás-Calmon Viana), da CPTM, e a Linha 3-Vermelha (Palmeiras-Barra Funda / Corinthians-Itaquera), do Metrô, com transferência gratuita nas estações Corinthians- Itaquera e Tatuapé. A circulação de trens na Linha 10-Turquesa (Luz-Rio Grande da Serra) era feita somente entre as estações Luz e São Caetano e Mauá e Rio Grande da Serra. A Operação PAESE (serviço de ônibus gratuitos) foi acionada para fazer o transporte dos passageiros entre as estações São Caetano e Mauá.
O número de vítimas na Região Serrana do Rio já chega a 711 em seis cidades. Ainda há pelo menos 17 localidades em que só é possível chegar de helicóptero ou carro 4x4.
Pelos últimos levantamentos dos municípios, são 335 mortos em Nova Friburgo, 285 em Teresópolis, 62 em Petrópolis, 22 em Sumidouro, 6 em São José do Vale do Rio Preto e 1 em Bom Jardim.
A prefeitura de São José do Vale do Rio Preto explica que 6 corpos foram encontrados na cidade, mas não há confirmação que eles sejam moradores do município. Segundo a prefeitura, eles podem ser de moradores de outras cidades e chegaram até lá pela correnteza do Rio Preto.
O número de desaparecidos segue incerto. Teresópolis, Petrópolis e Sumidouro já contam com 182 com paradeiro desconhecido. Mas há cidades em que não há lista de desaparecidos.
A Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil tem feito um levantamento próprio e informou às 18h que são 701 mortos no estado, sendo 334 em Nova Friburgo, 285 em Teresópolis, 62 em Petrópolis e 20 em Sumidouro.
Segundo a Polícia Civil, até as 17h45 desta terça-feira (18), 696 corpos já foram resgatados e identificados pelos peritos do IML (Instituto Médico Legal), sendo 280 em Teresópolis, 334 em Nova Friburgo, 58 em Petrópolis, 19 em Sumidouro, 4 em São José do Vale do Rio Preto e 1 em Bom Jardim.
Petrópolis
A Defesa Civil de Petrópolis informou, nesta terça-feira (18), que registrou três pequenos deslizamentos de terra ocorridos no Centro e nos bairros Bingen e Vila Militar, fora da área de Itaipava. Em aproximadamente uma hora foram registrados 80 mm de chuva no Centro. Em todos os locais os engenheiros da Defesa Civil já fizeram a vistoria. As buscas por vítimas continuam nas áreas de difícil acesso, principalmente no Vale do Cuiabá e na localidade de Brejal, no distrito da Posse.
Em Friburgo, veículos desceram pela encosta
(Foto: Tássia Thum / G1)
Nova Friburgo
A Secretaria de Comunicação da prefeitura de Nova Friburgo diz que não há como separar desabrigados de desalojados, porque muita gente procurou abrigo em casa de parentes, amigos ou vizinhos. A prefeitura calcula que existam na cidade entre 5.200 e 6 mil desalojados e desabrigados, e afirma que não há mais bairros isolados na cidade.
O abastecimento de água e de energia, de acordo com a prefeitura, já foi restabelecido em cerca de 70% de Nova Friburgo. Técnicos voluntários, inclusive de outros estados, trabalham para restabelecer os serviços de telefonia. O maior problema agora, é a coleta de lixo, já que além de sofás e outros objetos de grande porte, ainda há grande quantidade de troncos de árvores e pedras que precisam ser removidos das ruas da cidade.
A prefeitura de Nova Friburgo divulgou, nesta terça, através de seu blog, a lista com os números e os endereços de todos os orelhões da cidade que estão funcionando de graça. O objetivo é facilitar a comunicação de moradores com parentes e amigos.
Em Teresópolis, caminhão ficou suspenso com a
força das águas (Foto: Thamine Leta/G1)
Teresópolis
Em Teresópolis, segundo a prefeitura, grande parte do 3º Distrito, como é chamada a Zona Rural, ainda tem dificuldade de acesso por terra. A área representa 66% do município.
O G1 chegou nesta terça ao bairro Campo Grande, em Teresópolis, que ficou isolado pelas chuvas fortes que atingiram o município na última semana. Na chegada, um cenário desolador: dezenas de casas desapareceram em uma avalanche de pedras. Entre os moradores, histórias de perdas de familiares, sofrimento e alívio por estar vivo. Eles têm a certeza de que há muitos mortos que ainda não foram resgatados na área.
A destruição da ponte de Bom Jardim dividiu a
cidade em duas (Foto: Tássia Thum / G1)
Bom Jardim
Em Bom Jardim, segundo a prefeitura, foi encontrado o primeiro corpo na cidade nesta terça, oficialmente, encontrado no distrito de São José do Ribeirão. Quatro pontes caíram na cidade que, por causa disso, está dividida em quatro regiões. Há muitas áreas em que a ajuda só chega de helicóptero. Entre elas: Banquete, São José do Ribeirão, São Miguel, Bem te vi, Bom Destino e Jardim Boa Esperança.
Toda a frota da prefeitura foi destruída pelas águas, o que dificulta o acesso das equipes de resgate e serviço na cidade e 1.200 pessoas estão desalojadas e 700 estão desabrigadas.
Carro destruído em São José do Vale do Rio Preto
(Foto: Glauco Araújo/G1)
São José do Vale do Rio Preto e Sumidouro
Em São José do Vale do Rio Preto, segundo a prefeitura, foram encontrados seis corpos que foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Petrópolis. Não há registro de desaparecidos. As chuvas deixaram 2.064 desabrigados e desalojados. Na cidade, as localidades conhecidas como Poço Fundo, Parada Morelli e Areias seguem ilhadas.
Em Sumidouro, por causa da dificuldade de comunicação, o órgão ainda contabiliza o número de desabrigados e desalojados. Há ainda sete localidades com acesso restrito: Santo André, São Bento, Cascata, Itororó, Fazenda Boa Vista, Fazenda Santa Cruz e Pilões.
Prédio de dois andares destruídos em Areal
(Foto: Arthur Emanuel Vieira da Cruz/VC no G1)
Areal
Em Areal não houve mortos, segundo a prefeitura. Mas a chuva causou estragos, destruindo 50 casas e interditando várias pontes que fazem ligações entre os bairros do município.
Apenas o bairro Amazonas está numa área onde o acesso é muito difícil, mas mesmo assim, a ajuda está chegando aos moradores. A prefeitura calcula que 1.200 pessoas estão desabrigadas e 2.500 desalojadas.
Pelos últimos levantamentos dos municípios, são 335 mortos em Nova Friburgo, 285 em Teresópolis, 62 em Petrópolis, 22 em Sumidouro, 6 em São José do Vale do Rio Preto e 1 em Bom Jardim.
A prefeitura de São José do Vale do Rio Preto explica que 6 corpos foram encontrados na cidade, mas não há confirmação que eles sejam moradores do município. Segundo a prefeitura, eles podem ser de moradores de outras cidades e chegaram até lá pela correnteza do Rio Preto.
O número de desaparecidos segue incerto. Teresópolis, Petrópolis e Sumidouro já contam com 182 com paradeiro desconhecido. Mas há cidades em que não há lista de desaparecidos.
A Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil tem feito um levantamento próprio e informou às 18h que são 701 mortos no estado, sendo 334 em Nova Friburgo, 285 em Teresópolis, 62 em Petrópolis e 20 em Sumidouro.
Segundo a Polícia Civil, até as 17h45 desta terça-feira (18), 696 corpos já foram resgatados e identificados pelos peritos do IML (Instituto Médico Legal), sendo 280 em Teresópolis, 334 em Nova Friburgo, 58 em Petrópolis, 19 em Sumidouro, 4 em São José do Vale do Rio Preto e 1 em Bom Jardim.
Petrópolis
A Defesa Civil de Petrópolis informou, nesta terça-feira (18), que registrou três pequenos deslizamentos de terra ocorridos no Centro e nos bairros Bingen e Vila Militar, fora da área de Itaipava. Em aproximadamente uma hora foram registrados 80 mm de chuva no Centro. Em todos os locais os engenheiros da Defesa Civil já fizeram a vistoria. As buscas por vítimas continuam nas áreas de difícil acesso, principalmente no Vale do Cuiabá e na localidade de Brejal, no distrito da Posse.
Em Friburgo, veículos desceram pela encosta
(Foto: Tássia Thum / G1)
Nova Friburgo
A Secretaria de Comunicação da prefeitura de Nova Friburgo diz que não há como separar desabrigados de desalojados, porque muita gente procurou abrigo em casa de parentes, amigos ou vizinhos. A prefeitura calcula que existam na cidade entre 5.200 e 6 mil desalojados e desabrigados, e afirma que não há mais bairros isolados na cidade.
O abastecimento de água e de energia, de acordo com a prefeitura, já foi restabelecido em cerca de 70% de Nova Friburgo. Técnicos voluntários, inclusive de outros estados, trabalham para restabelecer os serviços de telefonia. O maior problema agora, é a coleta de lixo, já que além de sofás e outros objetos de grande porte, ainda há grande quantidade de troncos de árvores e pedras que precisam ser removidos das ruas da cidade.
A prefeitura de Nova Friburgo divulgou, nesta terça, através de seu blog, a lista com os números e os endereços de todos os orelhões da cidade que estão funcionando de graça. O objetivo é facilitar a comunicação de moradores com parentes e amigos.
Em Teresópolis, caminhão ficou suspenso com a
força das águas (Foto: Thamine Leta/G1)
Teresópolis
Em Teresópolis, segundo a prefeitura, grande parte do 3º Distrito, como é chamada a Zona Rural, ainda tem dificuldade de acesso por terra. A área representa 66% do município.
O G1 chegou nesta terça ao bairro Campo Grande, em Teresópolis, que ficou isolado pelas chuvas fortes que atingiram o município na última semana. Na chegada, um cenário desolador: dezenas de casas desapareceram em uma avalanche de pedras. Entre os moradores, histórias de perdas de familiares, sofrimento e alívio por estar vivo. Eles têm a certeza de que há muitos mortos que ainda não foram resgatados na área.
A destruição da ponte de Bom Jardim dividiu a
cidade em duas (Foto: Tássia Thum / G1)
Bom Jardim
Em Bom Jardim, segundo a prefeitura, foi encontrado o primeiro corpo na cidade nesta terça, oficialmente, encontrado no distrito de São José do Ribeirão. Quatro pontes caíram na cidade que, por causa disso, está dividida em quatro regiões. Há muitas áreas em que a ajuda só chega de helicóptero. Entre elas: Banquete, São José do Ribeirão, São Miguel, Bem te vi, Bom Destino e Jardim Boa Esperança.
Toda a frota da prefeitura foi destruída pelas águas, o que dificulta o acesso das equipes de resgate e serviço na cidade e 1.200 pessoas estão desalojadas e 700 estão desabrigadas.
Carro destruído em São José do Vale do Rio Preto
(Foto: Glauco Araújo/G1)
São José do Vale do Rio Preto e Sumidouro
Em São José do Vale do Rio Preto, segundo a prefeitura, foram encontrados seis corpos que foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Petrópolis. Não há registro de desaparecidos. As chuvas deixaram 2.064 desabrigados e desalojados. Na cidade, as localidades conhecidas como Poço Fundo, Parada Morelli e Areias seguem ilhadas.
Em Sumidouro, por causa da dificuldade de comunicação, o órgão ainda contabiliza o número de desabrigados e desalojados. Há ainda sete localidades com acesso restrito: Santo André, São Bento, Cascata, Itororó, Fazenda Boa Vista, Fazenda Santa Cruz e Pilões.
Prédio de dois andares destruídos em Areal
(Foto: Arthur Emanuel Vieira da Cruz/VC no G1)
Areal
Em Areal não houve mortos, segundo a prefeitura. Mas a chuva causou estragos, destruindo 50 casas e interditando várias pontes que fazem ligações entre os bairros do município.
Apenas o bairro Amazonas está numa área onde o acesso é muito difícil, mas mesmo assim, a ajuda está chegando aos moradores. A prefeitura calcula que 1.200 pessoas estão desabrigadas e 2.500 desalojadas.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Teresópolis ganha central de desaparecidos
O Ministério Público Estadual e a Prefeitura de Teresópolis, na região serrana, montaram uma Central de Cadastro de Desaparecidos. O sistema integra o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos do MP. Na cidade, onde até às 16h foram registradas 240 mortes, foram identificados 188 corpos.
Este convênio vai permitir o acesso aos dados do IML (Instituto Médico Legal), IFP (Instituto Félix Pacheco), Instituto Carlos Éboli e Instituto de Pesquisa e Perícias em Genética Forense. Ricardo Raposo, o ouvidor Municipal informou que na primeira hora de funcionamento da central 12 pessoas que procuravam por informações de 24 desaparecidos foram atendidas.
A central está atendendo na sede da Ouvidoria da prefeitura, na Praça Olímpica, no Centro. O horário de funcionamento é das 8h às 18h, diariamente, inclusive neste domingo (16). As pessoas que buscam por informações de familiares, amigos, vizinhos, também podem ter acesso à Central pelo telefone 0800 282 5074.
Tragédia
O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro na terça-feira (11) deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgates ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.
Veja a galeria de fotos
No final da noite desta sexta-feira (14), a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.
Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais), também estão ajudando e recebem doações.
Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) começaram a ser enterrados quinta-feira (13), alguns deles sem identificação. Hospitais estão lotados de feridos. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pelo resgate de mais sobreviventes.
Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado.
- Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixa quanto de alta renda. Está provado também que houve dano da natureza. Isso não tem a ver com pobre ou rico.
Este convênio vai permitir o acesso aos dados do IML (Instituto Médico Legal), IFP (Instituto Félix Pacheco), Instituto Carlos Éboli e Instituto de Pesquisa e Perícias em Genética Forense. Ricardo Raposo, o ouvidor Municipal informou que na primeira hora de funcionamento da central 12 pessoas que procuravam por informações de 24 desaparecidos foram atendidas.
A central está atendendo na sede da Ouvidoria da prefeitura, na Praça Olímpica, no Centro. O horário de funcionamento é das 8h às 18h, diariamente, inclusive neste domingo (16). As pessoas que buscam por informações de familiares, amigos, vizinhos, também podem ter acesso à Central pelo telefone 0800 282 5074.
Tragédia
O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro na terça-feira (11) deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgates ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.
Veja a galeria de fotos
No final da noite desta sexta-feira (14), a presidente Dilma Rousseff liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.
Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais), também estão ajudando e recebem doações.
Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) começaram a ser enterrados quinta-feira (13), alguns deles sem identificação. Hospitais estão lotados de feridos. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pelo resgate de mais sobreviventes.
Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado.
- Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixa quanto de alta renda. Está provado também que houve dano da natureza. Isso não tem a ver com pobre ou rico.
sábado, 15 de janeiro de 2011
O número de mortos após as chuvas na Região Serrana do RJ chegou a 608, segundo as prefeituras e o Corpo de Bombeiros.
Pelos últimos levantamentos das prefeituras, são 271 em Nova Friburgo, 261 em Teresópolis, 55 em Petrópolis,19 em Sumidouro e 2 em São José do Vale do Rio Preto.
Em Teresópolis, a prefeitura informou que a Central de Cadastro de Desaparecidos recebeu a reclamação de que 88 pessoas estariam desaparecidas. Em Petrópolis, há 36 desaparecidos, segundo a prefeitura. Em Sumidouro, há outros cinco. Já em Nova Frigurbo, a prefeitura informou que não há levantamento sobre desaparecidos.
Já a Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil informou que o número de mortos é 611, sendo 274 em Nova Friburgo, 263 em Teresópolis, 55 em Petrópolis e 19 em Sumidouro.
Segundo a Polícia Civil, 590 corpos já foram identificados pelos peritos do IML (Instituto Médico Legal), sendo 259 em Teresópolis, 267 em Nova Friburgo, 41 em Petrópolis, 19 em Sumidouro e 4 em São José do Vale do Rio Preto.
Outros dois municípios também tiveram áreas devastadas: Bom Jardim e Areal. A Defesa Civil não descarta a possibilidade de haver vítimas fatais nessas cidades.
Nos sete municípios atingidos, o número de desabrigados e desalojados chega a 15 mil. O Exército anunciou que neste domingo (16) vai começar a montar pontes móveis para facilitar o acesso a algumas cidades.
Em Friburgo, Praça do Suspiro foi uma das áreas mais afetadas pelos temporais (Foto: Celso Pupo/G1)
Em Nova Friburgo voltou a chover forte neste sábado e ruas voltaram a ficar alagadas. O nível do Rio Bengalas voltou a subir e está próximo de transbordar novamente. Moradores reclamam de saques em áreas interditadas da cidade. A previsão é de chuva forte neste domingo na Região Serrana.
Em Teresópolis, também voltou a chover neste sábado. Aos poucos, os problemas de comunicação na cidade começam a se resolver. A cidade recebe reforço de mais 130 homens da Força Nacional e os desabrigados ganharam quatro telefones gratuitos para falarem com famílias.
Em Petrópolis, a prioridade ainda é a região do Vale do Cuiabá, onde ainda há áreas isoladas. O Exército disponibilizou três caminhões e 105 homens para ajudar nas buscas no distrito de Itaipava.
No município de Sumidouro, o prefeito Juarez Corguinha fez um apelo para que o Exército ajude no auxílio às 3 mil pessoas que ficaram isoladas após as chuvas.
Os serviços de água e luz ainda são precários na Região Serrana. Em Teresópolis, 60% da população continua sem abastecimento de água.
Cabral decreta luto no RJ
O governador Sérgio Cabral decretou luto oficial no estado do Rio de Janeiro por sete dias, pelas vítimas das chuvas na Região Serrana do Estado. O decreto, assinado na sexta-feira (14), entra em vigor na próxima segunda (17), quando será publicado no diário oficial.
A presidente da República, Dilma Rousseff, decretou luto oficial de três dias. A homenagem teve início na sexta-feira (14) e se encerra no domingo (16).Maior tragédia da história
Esta já é a maior tragédia climática da história país. O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram.
No ano passado, de janeiro a abril, o estado do Rio de Janeiro teve 283 mortes, sendo 53 em Angra dos Reis e Ilha Grande, na virada do ano, 166 em Niterói, onde se localizava o Morro do Bumba, e 64 no Rio e outras cidades atingidas por temporais em abril. Relembre outras tragédias.
Pelos últimos levantamentos das prefeituras, são 271 em Nova Friburgo, 261 em Teresópolis, 55 em Petrópolis,19 em Sumidouro e 2 em São José do Vale do Rio Preto.
Em Teresópolis, a prefeitura informou que a Central de Cadastro de Desaparecidos recebeu a reclamação de que 88 pessoas estariam desaparecidas. Em Petrópolis, há 36 desaparecidos, segundo a prefeitura. Em Sumidouro, há outros cinco. Já em Nova Frigurbo, a prefeitura informou que não há levantamento sobre desaparecidos.
Já a Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil informou que o número de mortos é 611, sendo 274 em Nova Friburgo, 263 em Teresópolis, 55 em Petrópolis e 19 em Sumidouro.
Segundo a Polícia Civil, 590 corpos já foram identificados pelos peritos do IML (Instituto Médico Legal), sendo 259 em Teresópolis, 267 em Nova Friburgo, 41 em Petrópolis, 19 em Sumidouro e 4 em São José do Vale do Rio Preto.
Outros dois municípios também tiveram áreas devastadas: Bom Jardim e Areal. A Defesa Civil não descarta a possibilidade de haver vítimas fatais nessas cidades.
Nos sete municípios atingidos, o número de desabrigados e desalojados chega a 15 mil. O Exército anunciou que neste domingo (16) vai começar a montar pontes móveis para facilitar o acesso a algumas cidades.
Em Friburgo, Praça do Suspiro foi uma das áreas mais afetadas pelos temporais (Foto: Celso Pupo/G1)
Em Nova Friburgo voltou a chover forte neste sábado e ruas voltaram a ficar alagadas. O nível do Rio Bengalas voltou a subir e está próximo de transbordar novamente. Moradores reclamam de saques em áreas interditadas da cidade. A previsão é de chuva forte neste domingo na Região Serrana.
Em Teresópolis, também voltou a chover neste sábado. Aos poucos, os problemas de comunicação na cidade começam a se resolver. A cidade recebe reforço de mais 130 homens da Força Nacional e os desabrigados ganharam quatro telefones gratuitos para falarem com famílias.
Em Petrópolis, a prioridade ainda é a região do Vale do Cuiabá, onde ainda há áreas isoladas. O Exército disponibilizou três caminhões e 105 homens para ajudar nas buscas no distrito de Itaipava.
No município de Sumidouro, o prefeito Juarez Corguinha fez um apelo para que o Exército ajude no auxílio às 3 mil pessoas que ficaram isoladas após as chuvas.
Os serviços de água e luz ainda são precários na Região Serrana. Em Teresópolis, 60% da população continua sem abastecimento de água.
Cabral decreta luto no RJ
O governador Sérgio Cabral decretou luto oficial no estado do Rio de Janeiro por sete dias, pelas vítimas das chuvas na Região Serrana do Estado. O decreto, assinado na sexta-feira (14), entra em vigor na próxima segunda (17), quando será publicado no diário oficial.
A presidente da República, Dilma Rousseff, decretou luto oficial de três dias. A homenagem teve início na sexta-feira (14) e se encerra no domingo (16).Maior tragédia da história
Esta já é a maior tragédia climática da história país. O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram.
No ano passado, de janeiro a abril, o estado do Rio de Janeiro teve 283 mortes, sendo 53 em Angra dos Reis e Ilha Grande, na virada do ano, 166 em Niterói, onde se localizava o Morro do Bumba, e 64 no Rio e outras cidades atingidas por temporais em abril. Relembre outras tragédias.
Sobreviventes na região serrana
Poucos dias após enchentes e deslizamentos de terra em cidades da região serrana do Estado do Rio de Janeiro, que acarretarem na maior tragédia climática da história do Brasil, milhares de pessoas que perderam suas residências e seus pertences têm ainda que conviver com uma onda de saques e de boatos.
Um alarme falso sobre o rompimento de uma represa provocou um enorme corre-corre e levou pânico à principal avenida de Nova Friburgo, uma das cidades mais atingidas pelas fortes chuvas que caem sobre a região nos últimos dias.
O boato sobre o reservatório se alastrou rapidamente e provocou correria até mesmo no hospital de campanha montado pela Marinha na sede da prefeitura. Pacientes e militares ficaram em pânico e muita gente abandonou a unidade às pressas.
Em Teresópolis, outro município que teve grandes perdas com a força da água, uma série de denúncias de saques em casas e estabelecimentos comerciais fazem com que moradores e proprietários retornem ara suas residências e lojas para verificar a situação de suas propriedades.
O prefeito de Teresópolis Jorge Mario Sedlacek informou nesta sexta-feira (14) que a Prefeitura está recebendo as denúncias e analisando todas as informações.
Recebemos denúncias sobre isso sim, mas a polícia militar está seguindo para essas áreas.
Em entrevista coletiva, Jorge Mario informou que a reconstrução da cidade deve ultrapassar os R$ 500 milhões. Apenas para liberar ruas e estradas, o prefeito estima um custo de R$ 98 milhões.
Ao todo, quase 14 mil tiveram perderam suas casas nas cidades de Petrópolis, Nova Friburgo e Teresópolis.
Mortos e feridos
Por volta das 15h desta sexta-feira, o número de vítimas da tragédia da região serrana já tinha passado passado dos 520 mortos. Esse balanço é referente ao número de corpos resgatados que deram entrada no IML (Instituto Médico Legal).
Os corpos identificados e liberados pelo IML começaram a ser enterrados na última quinta-feira (13). Hospitais estão lotados de feridos. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pelo resgate de mais sobreviventes.
Para dar conta dos corpos recolhidos no segundo dia de buscas, retroescavadeiras ajudam a cavar novas covas ao lado do cemitério de Teresópolis.
Cheiro de lama se mistura ao de pessoas e animais mortos
Para quem está na área, o “cheiro de morte” paira pelo ar. Voluntário da Defesa Civil desde 1988, Ronaldo Antônio Lopes é morador da Posse, distrito de Petrópolis. Conhecido como Borracha, o voluntário não descansa. Desde quarta-feira (12) ele vai de ônibus ou de carona para socorrer as vítimas do Vale do Cuiabá, uma das regiões mais atingidas pela chuva.
- Ontem cheguei em casa às 11 da noite e acordei às 6 da manhã. O que mais me choca é que tem muita criança morta. Eu vou tentar até o último dia encontrara os corpos, pois é o único conforto das famílias.
Ele conta como é a situação atual dos locais mais atingidos.
- O cheiro é uma mistura de lama, madeira, animais e pessoas mortas.
Turismo, vida cultura e preços dos alimentos
A tragédia causada pelas fortes chuvas vai exercer um impacto devastador por muito tempo ainda na vida das cidades serranas de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, que têm no turismo, na gastronomia diferenciada e na vida cultural fatores de geração de renda, emprego e atração de visitantes.
O impacto econômico no setor de turismo para os próximos 30 dias nos três municípios mais afetados pelas chuvas já chega a R$ 32.569.875,00. O cálculo se baseia em uma ocupação de 85% dos hotéis da região nesta época do ano. O número foi calculado com base na média diária de gasto na região, que é de R$ 325.
Os deslizamentos de terra e as enchentes que tomaram as cidades de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo desde a noite de terça-feira (11) já mostram reflexos nos preços de diversos alimentos comercializados no Ceasa-RJ (Centrais de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro).
De acordo com informações da Ceasa-RJ, os preços praticados nesta quinta-feira (13) de alguns produtos dobraram. Em alguns casos, os valores praticamente triplicaram.
A região serrana fluminense é um importante polo de produção hortícola do Brasil e o maior do Estado do Rio de Janeiro. Em relação ao total da produção estadual, a região responde por 99% da produção de ervilha, 99% de beterraba, 96% da couve-flor, 96% do brócolis, 88% da batata-inglesa, 79% da cenoura, 77% do feijão-de-vagem, 66% da salsa e 28% do tomate, segundo levantamento feito pelos pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e da Embrapa, Pierre Nicholas Grisel e Renato Linhares de Assis.
Tragédia
O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro na terça-feira (11) deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgates ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.
Veja a galeria de fotos
No final da noite desta sexta-feira (14), a presidente Dilma Rousseff, liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.
Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais), também estão ajudando e recebem doações.
Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) começaram a ser enterrados quinta-feira (13), alguns deles sem identificação. Hospitais estão lotados de feridos. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pelo resgate de mais sobreviventes.
Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado.
- Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixo, quanto de alta renda. Está provado também que houve dano da natureza, isso não tem a ver com pobre ou rico.
Um alarme falso sobre o rompimento de uma represa provocou um enorme corre-corre e levou pânico à principal avenida de Nova Friburgo, uma das cidades mais atingidas pelas fortes chuvas que caem sobre a região nos últimos dias.
O boato sobre o reservatório se alastrou rapidamente e provocou correria até mesmo no hospital de campanha montado pela Marinha na sede da prefeitura. Pacientes e militares ficaram em pânico e muita gente abandonou a unidade às pressas.
Em Teresópolis, outro município que teve grandes perdas com a força da água, uma série de denúncias de saques em casas e estabelecimentos comerciais fazem com que moradores e proprietários retornem ara suas residências e lojas para verificar a situação de suas propriedades.
O prefeito de Teresópolis Jorge Mario Sedlacek informou nesta sexta-feira (14) que a Prefeitura está recebendo as denúncias e analisando todas as informações.
Recebemos denúncias sobre isso sim, mas a polícia militar está seguindo para essas áreas.
Em entrevista coletiva, Jorge Mario informou que a reconstrução da cidade deve ultrapassar os R$ 500 milhões. Apenas para liberar ruas e estradas, o prefeito estima um custo de R$ 98 milhões.
Ao todo, quase 14 mil tiveram perderam suas casas nas cidades de Petrópolis, Nova Friburgo e Teresópolis.
Mortos e feridos
Por volta das 15h desta sexta-feira, o número de vítimas da tragédia da região serrana já tinha passado passado dos 520 mortos. Esse balanço é referente ao número de corpos resgatados que deram entrada no IML (Instituto Médico Legal).
Os corpos identificados e liberados pelo IML começaram a ser enterrados na última quinta-feira (13). Hospitais estão lotados de feridos. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pelo resgate de mais sobreviventes.
Para dar conta dos corpos recolhidos no segundo dia de buscas, retroescavadeiras ajudam a cavar novas covas ao lado do cemitério de Teresópolis.
Cheiro de lama se mistura ao de pessoas e animais mortos
Para quem está na área, o “cheiro de morte” paira pelo ar. Voluntário da Defesa Civil desde 1988, Ronaldo Antônio Lopes é morador da Posse, distrito de Petrópolis. Conhecido como Borracha, o voluntário não descansa. Desde quarta-feira (12) ele vai de ônibus ou de carona para socorrer as vítimas do Vale do Cuiabá, uma das regiões mais atingidas pela chuva.
- Ontem cheguei em casa às 11 da noite e acordei às 6 da manhã. O que mais me choca é que tem muita criança morta. Eu vou tentar até o último dia encontrara os corpos, pois é o único conforto das famílias.
Ele conta como é a situação atual dos locais mais atingidos.
- O cheiro é uma mistura de lama, madeira, animais e pessoas mortas.
Turismo, vida cultura e preços dos alimentos
A tragédia causada pelas fortes chuvas vai exercer um impacto devastador por muito tempo ainda na vida das cidades serranas de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, que têm no turismo, na gastronomia diferenciada e na vida cultural fatores de geração de renda, emprego e atração de visitantes.
O impacto econômico no setor de turismo para os próximos 30 dias nos três municípios mais afetados pelas chuvas já chega a R$ 32.569.875,00. O cálculo se baseia em uma ocupação de 85% dos hotéis da região nesta época do ano. O número foi calculado com base na média diária de gasto na região, que é de R$ 325.
Os deslizamentos de terra e as enchentes que tomaram as cidades de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo desde a noite de terça-feira (11) já mostram reflexos nos preços de diversos alimentos comercializados no Ceasa-RJ (Centrais de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro).
De acordo com informações da Ceasa-RJ, os preços praticados nesta quinta-feira (13) de alguns produtos dobraram. Em alguns casos, os valores praticamente triplicaram.
A região serrana fluminense é um importante polo de produção hortícola do Brasil e o maior do Estado do Rio de Janeiro. Em relação ao total da produção estadual, a região responde por 99% da produção de ervilha, 99% de beterraba, 96% da couve-flor, 96% do brócolis, 88% da batata-inglesa, 79% da cenoura, 77% do feijão-de-vagem, 66% da salsa e 28% do tomate, segundo levantamento feito pelos pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e da Embrapa, Pierre Nicholas Grisel e Renato Linhares de Assis.
Tragédia
O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro na terça-feira (11) deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgates ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.
Veja a galeria de fotos
No final da noite desta sexta-feira (14), a presidente Dilma Rousseff, liberou R$ 100 milhões para ações de socorro e assistência às vítimas. Além disso, o governo federal anunciou a antecipação do Bolsa Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.
Empresas públicas e privadas, além de ONGs (Organizações Não Governamentais), também estão ajudando e recebem doações.
Os corpos identificados e liberados pelo IML (Instituto Médico Legal) começaram a ser enterrados quinta-feira (13), alguns deles sem identificação. Hospitais estão lotados de feridos. Médicos apelam por doação de sangue e remédios. Os próximos dias prometem ser de muito trabalho e expectativa pelo resgate de mais sobreviventes.
Em visita à região de Itaipava, em Petrópolis, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ricos e pobres ocupavam irregularmente áreas de risco e que o ambiente foi prejudicado.
- Está provado que houve ocupação irregular, tanto de baixo, quanto de alta renda. Está provado também que houve dano da natureza, isso não tem a ver com pobre ou rico.
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